Evolution, ou EVO para os íntimos, é um campeonato de jogos de luta que envolvem vários jogos. Pessoas do mundo inteiro vão ao evento não apenas para competir, mas também para aproveitar as novidades que aparecem por lá. Testar em primeira mão betas, demos, DLC’s e tudo mais de jogos de luta.
EVO cresceu tanto que agora se divide em dois eventos anuais: um nos Estados Unidos e outro no Japão. Dessa forma, os fãs de jogos de luta não ficam órfãos nem de novidade, nem de hype e nem ótimos combates.
No caso da EVO Japan de 2024 que ocorreu entre 27-29 de abril, uma das atrações do local que mais chamou a atenção foi a demo jogável de Garou – City of the Wolves. Para quem ainda não entendeu o motivo do interesse, é bom explicar que o jogo em questão, que tem lançamento previsto para o início de 2025, é a continuação de um dos jogos de luta mais celebrados da SNK: Garou – Mark of the Wolves. Jogo que conta a história de uma nova geração de lutadores da franquia Fatal Fury. Garou fez muito sucesso e deu sobrevida ao gênero de fighting games, o qual estava em declínio na época do seu lançamento. Por isso, esperou-se tanto tempo para uma continuação.
E com base nesse contexto, tentarei expressar minha impressão dessa demo jogável na EVO Japan 2024. Então, será algo bem pessoal e de acordo com minha própria experiência no jogo e em jogos de luta. Além de influência de fatores externos.
OBS: Havia escrito isso antes no site "https://ignzoficial.wordpress.com/2024/05/02/garou-evo-japan-2024/". Porém, achei melhor transferir para cá.
O Evento
Para entender melhor a experiência de se jogar a demo, se faz necessário compreender a presença da SNK e de outras empresas no evento, assim como o espaço. O stand da SNK era o mais chamativo do evento. Não pretendo entrar no mérito de mais bonito. Pois, opiniões podem variar nesse sentido. Mas o que sem dúvida pode caracterizar é o destaque. Mesmo estando ao fundo, logo de entrada, o ponto da SNK chama a atenção e já induz muitos jogadores a irem lá.
Para chegar lá, o caminho mais curto passaria por stands de outras empresas, inclusive uma de colírio e do stand da Riot games com também uma demo do seu jogo de luta: 2XKO. Então, pode-se dizer que haveria duas demos concorrentes. O que separava esses dois jogos era o stand da Cygames com seu carro chefe Granblue Fantasy.
Mas para além disso tudo, havia uma concorrência muito forte por atenção dos jogadores na distribuição de brindes. Porém, mesmo assim, poderia se notar predominância de visitas no stand da SNK para testar o jogo.
Stand da SNK
O stand da SNK era bem simples se comparado ao do ano anterior. Entretanto, em nada devia aos outros. Havia distribuição de camisetas para os jogadores que competissem no The King of Fighters XV, além de sessão de fotos, distribuição de pasta, sacolas para os demais participantes.
A organização estava boa e se fazia necessária, já que o lugar estava sempre cheio de gente querendo um lugar na fila para testar o jogo novo. Havia oito televisores com dois controles cada. Também havia distribuição de senha para efetivar a contagem de participantes e não haver possibilidade de alguém pular a vez do outro.
Inicialmente, cada jogador teria 25 minutos para desfrutar o game. Porém, devido à alta demanda, esse tempo foi reduzido para 15 minutos por vez. Tive sorte de pegar a última rodada de 25 minutos. A propósito, a espera estimada era de duas para conseguir jogar. Na minha vez, esperei em torno de 1:20h.
A demo
A demo de Garou – City of the Wolves contava com a presença de cinco personagens: Rock Howard, Terry Bogard, Preecha, Tizoc – The Griffon e Hotaru. A tela de seleção lembrava muito, provavelmente uma homenagem, a tela de seleção do primeiro Fatal Fury. Sobre gráficos, algo que posso afirmar é que ao vivo estava muito melhor do que os vídeos postados no Youtube. Então, pode-se dizer que os gráficos vistos em vídeos capturados ou filmados não demonstram toda a qualidade colocada no jogo.
Apesar de ter jogado mais de uma vez, o tempo para teste era curto. Por isso, não foi possível “destrinchar” com mais detalhe e atenção o jogo. Contudo, algumas coisas podem ser ditas apesar dos breves momentos.
A primeira deles é a jogabilidade. Muito fluída, dinâmica e controles bem responsivos. Ainda sobre isso, a dinâmica do novo sistema REV faz com que o jogador “pense melhor” antes de tomar algumas decisões. Ele pode gastar tudo de uma vez e ter uma boa vantagem no início da luta, mas ficar vulnerável no resto e correr o risco de tomar um comeback. Cada personagem possuía um target combo, uma sequência pré-determina de botões que realizam uma sequência simples de poucos acertos.
Em segundo lugar, o fator risco e recompensa, já citado, muda a dinâmica da luta e como o jogador pode agir ou reagir. Dessa forma, cada luta é única e o jogador não tem sensação de fazer a mesma coisa sempre. Apesar de ter instruções ali e sugestões de combos (havia uma para cada personagem) precisava de treino para executar. Não que fosse necessariamente difícil, mas não tão simples. A escolha do tempo certo se fazia necessária. Em adição, o jogador teria várias rotas de combo para executar. Mesmo falando assim, o jogo neutro ainda era bem forte e se não tomar cuidado, poderia “perder a ficha.
Em terceiro e por último é o respeito à alma do Garou original. Franquias com vida muito longa acabam em algum momento bem diferentes do que foram e isso divide a base de fãs. O que os produtores falaram que “Garou está aqui” é verdade. Para quem jogou o antigo, vai ter muita familiaridade e terá, além disso, uma boa adaptação para as novas mecânicas. As quais só agregam ao jogo, dando um cara de continuação e não mais do mesmo.
Conclusão
Garou – City of the Wolves contém a essência clássica de seu antecessor e traz mais conteúdo. Fica difícil explicar a boa sensação que é jogar esse jogo. Pois ele não é apenas um Garou novo, mas um jogo de luta bem divertido e gostoso de jogar. Até os que nunca jogaram antes poderão ter uma boa experiência e se divertir com o gameplay.

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